.
A Beleza Segundo
Alguns Filósofos
Para Platão, a beleza
deve ser comparada ao amor, que se caracteriza pela insuficiência, ou seja,
amamos algo que desejamos e não o temos. Da mesma forma que o amor, o filósofo
não tem a beleza, mas a deseja, anela a sabedoria sem possuí-la. O amor é
fundamentalmente uma necessidade que ainda não foi satisfeita, algo essencial
para a própria completude da vida.
Para Plotino, a
beleza é elevação da alma. Acha que a arte é o esplendor da inteligência, que
transparece no sensível. A música, por exemplo, reproduz com sons o princípio
da harmonia. Por meio da arte, a alma põe em movimento um processo de
purificação, começa o caminho do retorno à divindade.
Para Kant, precisamos
distinguir o sensório do prazer estético propriamente dito. O prazer estético
baseia-se em juízos reflexionantes, ou seja, uma apreciação que não se refere
diretamente ao objeto, mas à nossa subjetividade com relação ao mesmo.
Apreciamos também tudo o que é desmedido, emocionante e assustador, como é caso
de achar beleza na erupção de um vulcão, na potência de um furacão, na
profundeza de um abismo etc.
Para Schelling, a
arte é simultaneamente objeto concreto e produto do espírito. Há o ofício, a
técnica (concreto), e a inspiração (imaterial e espiritual). O primeiro
adquire-se pela experiência, o segundo, vem do inconsciente. A arte nasce dessa
confluência entre o consciente e o inconsciente, o técnico e o inspirado, o
discursivo e o intuitivo.
Para Nietzsche, a
criação artística baseia-se na polaridade do espírito apolíneo e do espírito
dionisíaco. O primeiro, baseado nas formas, exprime-se nas artes plásticas; o
segundo, ilimitado, e que conduz o indivíduo à saída de si mesmo, só a música e
o vinho podem dar. O artista apolíneo interpreta a vida inteira como se fosse
um sonho; o dionisíaco vive, sem se deter para interpretar coisa alguma, como
se estivesse em estado de embriaguez.
Fonte de Consulta
NICOLA, Ubaldo.
Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de
Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.
0 comentários:
Postar um comentário